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Criminosos usam chuvas no Rio Grande do Sul para aplicar golpes

06 maio 2024Compartilhe

Criminosos usam chuvas no Rio Grande do Sul para aplicar golpes

O governador Eduardo Leite (PSDB) do Rio Grande do Sul pediu que a população tenha cuidado na hora de enviar doações às vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. O alerta vêm pois criminosos estão aplicando golpes relacionados a doações via Pix destinadas ao Estado.

Em meio à toda a solidariedade decorrente das devastadoras chuvas que atingiram mais de 300 municípios, Leite destacou a presença de indivíduos inescrupulosos que exploram a sensibilidade das pessoas para cometer roubar o dinheiro das doações.

O Rio Grande do Sul está em situação de calamidade pública devido às chuvas torrenciais, que deixaram um rastro de destruição por todo o estado.

“É imprescindível que ao realizar doações, o destinatário seja identificado como SOS Rio Grande do Sul e a instituição seja o Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul)”, ressaltou Leite. “A ausência dessas informações durante a transação é um claro indício de golpe”, alertou o governador.

As contribuições recebidas serão integralmente direcionadas para auxiliar as vítimas das enchentes. Até o fechamento do balanço do último domingo (5), o montante arrecadado já ultrapassava os R$ 38,2 milhões. Leite expressou sua gratidão pelas doações e assegurou que os recursos não serão depositados na conta do governo.

“Há uma disseminação de informações falsas, com pessoas tentando se aproveitar do momento para semear confusão”, acrescentou.

Chuva no Rio Grande do Sul

O estado teve um início de maio bastante perturbador, para não dizer trágico e catastrófico. As chuvas torrenciais que caem desde o início do mês na região deram início a uma série de enchentes em vários rios e localidades, deixando um grande número de mortos, desaparecidos e desabridados.

A enchente deste ano de 2024 já é considerada a maior desde 1941, e arrasou boa parte do estado. A informação foi dada pela própria Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial, do Serviço Geológico do Brasil. Segundo o governo gaúcho, até segunda-feira, 6 de maio, já haviam sido registrados 83 mortos e 111 desaparecidos nas inundações e desmoronamentos.

Esse número, infelizmente, pode aumentar. O Brasil inteiro ficou atônico com a força e a velocidade das árvores, que arrastaram e derrubaram facilmente casas, encostas e outras estruturas, tanto humanas quanto naturais. Além disso, o desespero da população, que não sabe o que fazer diante desta tragédia, toma conta do cenário nacional.

Muitos bairros e também cidades ficaram em completo isolamento, com a queda de barrancos nas rodovias e com a destruição de pontes. Muitas foram levadas pelas águas, lamacentas e pesadas. Desde segunda-feira, dia 29 de abril, várias regiões receberam cerca de 300 milímetros de chuva. E a previsão é que continue a chover na região sul do Brasil.

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